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Linfedema relacionado ao câncer de mama

 

 

Todas as mulheres que são submetidas à cirurgia de câncer de mama estão em risco de desenvolver o linfedema, que pode aparecer até meses ou mesmo anos após a cirurgia. O risco é maior para as mulheres que sofreram a dissecção total dos linfonodos axilares, também chamada linfonodectomia. Mulheres submetidas à biópsia de linfonodo sentinela, retirada de 1 a 3 linfonodos, os quais são os primeiros a receber a drenagem da mama, eventualmente podem desenvolver, mas os riscos são menores.

 

Outros fatores podem contribuir para o aparecimento do linfedema. São eles:

  • Radioterapia em grupos linfonodais (axilares, supraclaviculares)
  • Quimioterapia recebida de forma periférica no membro superior do mesmo lado da mama operada.
  • Sobrepeso e obesidade.
  • Idade mais avançada.
  • Ter desenvolvido edema/seroma nos primeiros meses após a cirurgia.

 

A fisioterapia desempenha um papel significativo na prevenção e no tratamento do linfedema. A contração muscular eficiente é a principal responsável pelo transporte do sistema linfático. Deve ser estimulada desde o início no pós operatório de câncer de mama.

 

Além de prescrever e supervisionar um programa de exercícios especializados,  cabe ao fisioterapeuta especializado conhecer e dominar todas as técnicas de tratamento para o linfedema.

 

O principal tratamento para o linfedema é a Linfoterapia ou fisioterapia complexa descongestiva.

 

Consiste em uma fase mais intensiva, com a realização de drenagem linfática, cuidados com a pele, enfaixamento contensivo e cinesioterapia específica. 

 

Após a redução do volume e melhora da textura, que pode levar de 2 a 6 semanas, inicia-se a fase de manutenção, com a indicação de braçadeiras, luvas e também a orientação de exercícios específicos.

 

Outros tratamentos podem ser associados, conforme a necessidade da paciente e usados principalmente na fase de manutenção do linfedema.

Linfedema não tem cura, mas tem tratamento!