Linfedema Neoplásico

 

 

            O linfedema é uma das complicações mais temidas após cirurgias oncológicas. Seu aparecimento é multifatorial, ou seja depende de uma série de fatores para ocorrer:

  • Retirada de linfonodos em diversos níveis
  • Radioterapia em cadeia linfonodal
  • Administração de quimioterápico de forma periférica do mesmo lado da lesão
  • Idade mais avançada
  • Maior peso corporal
  • Entre outros

 

            Apesar de todo este temor, é uma complicação que é classificada como benigna na maioria dos casos e que tem tratamento. O principal tratamento faz-se por meio da terapia física complexa (Linfoterapia), que envolve:

  • drenagem linfática manual, 
  • terapia compressiva (enfaixamentos, wraps)
  • prescrição de compressão elástica (meias e braçadeiras),
  • exercícios 
  • cuidados com a pele.

 

            Contudo existem outros dois tipos de linfedemas que não são classificados como benignos.  São os chamados linfedemas neoplásicos e os linfedemas malignos.

            As características desses últimos são bastantes semelhantes entre si, mas o anatomopatológico varia, entre carcinoma e sarcoma, respectivamente.

            São linfedemas de início rápido, com dor difusa, que apresentam invasão tumoral  e compressão de raiz nervosa, a pele apresenta-se mais cianótica ou avermelhada, com temperatura alterada, com linfonodos palpáveis e em alguns casos com presença de circulação colateral e úlcera carcinogênica. Diminuição de amplitude de movimentos e força muscular além de alterações posturais também podem estar presentes.

 

 

Linfedema Neoplásico

  • Originado pela compressão tumoral sobre o sistema linfático, por infiltração do tumor em vasos linfáticos ou linfonodos
  • Carcinoma comprime ou invade as estruturas linfáticas

 

Linfedema Maligno

  • Originado pela cronicidade do linfedema e inflamação crônica.
  • Sarcoma de endotélio vascular linfático ou linfangiossarcoma ou Síndrome de Stewart-Treves

 

            Como tudo na fisioterapia, uma boa avaliação e diferenciação de cada tipo de linfedema é essencial para traçar o melhor tratamento. 

            Nos casos de linfedema neoplásico e maligno, tratamentos quimioterápicos geralmente serão administrados  concomitantes e cabe ao fisioterapeuta especialista em oncologia a busca por maior independência, funcionalidade, qualidade na sobrevida e conforto. Além da Linfoterapia, outros tratamentos alternativos podem auxiliar, como a acupuntura, terapia manual, uso de tipoias, entre outros. A abordagem será selecionada ou alterada conforme a melhor resposta do paciente. 

 

 

Dra Patrícia Vieira Guedes Figueira

Fisioterapeuta especialista em Oncologia

Crefito 3/33134-F